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sábado, 26 de dezembro de 2009

De volta pra casa²


Acabo de voltar pra Europa, isso mesmo queridos amigos, fui para o Brasil e descobri que estou grávida!
Tirei uma semana de ferias pra colocar a cabeça no lugar, em pleno Novembro. (uma das vantagens de ser independente). E voei 18 horas em direção ao Havaí. Ja fui pra lá varias vezes, e North Shore continua igualzinho. E rolou a maior nostalgia. De um tempo em que eu tinha menos preocupações, e grana nem importava tanto, em que enfrentava ondas enormes, em que esquecia o que rolava aqui, no Brasil.
E confesso que senti um tantinho de inveja das garotas lindas que eu vi: vivem na praia. Quando não estão surfando com os garotos, estão correndo na areia. Têm pele dourada, cabelo manchado de sol (de um jeito lindo) e um ar permanente de saúde e felicidade. Por alguns dias, fiquei numa crise doida: abandonar tudo e fugir para um paraíso tropical?

Tenho que esta ideia vive na sua cabeça, especialmente no fim das férias de verão. Voltar pra casa e aguentar a rotina acordar-cedo-escola-clube-aula de inglês-computador? Putz. Mas quer saber? Assim que voltei pro frio Europeu, fiquei megafeliz porque descobri que também tenho um enorme prazer por levar essa nova vida corrida, por viver cercada de pessoas legais e por ter tido a oportunidade de ir lá ver um jeito de encarar a rotina.

E, no fim, o melhor das viagens é poder trazer de volta um pouquinho do que a gente vê por lá. Já prometi pra mim mesma que, nos dias entre o mes de janeiro ou fevereiro, não abro mão de dias livres sob o sol... E de carregar um sorriso feliz e despreocupado no rosto, como as garotas havainas.

Estou morrendo de saudades de todos meus amigos, mas o que me faz ter forças é essa nova vida que vai estar entre meus seios logo em breve!

domingo, 28 de junho de 2009

MJ meu eterno Peter Pan

Rico, famoso, poderoso, The King of Pop. Iniciou a carreira aos cinco anos e, ainda criança, experimetou o sabor da fama. Gostou! O tempo passou e ele cresceu. Será que cresceu mesmo? Cinquenta anos, mas ainda era um menino. Tinha um rancho que era seu refúgio, sua terra do nunca. Um lugar onde os sonhos que o roubaram, apareciam de novo. Ele era frágil. Tão frágil quanto um cachorro sem dono, quanto um bebê sem colo de mãe. Enquanto todos envelheciam, ele só queria viver o que lhe fora tolido quando ainda nem sabia direito o que queria ser. Quando não sabia ainda quem queria ser. Ele nasceu negro, mas queria ser branco. Era artisticamente fantástico, dono de uma voz e de uma atitude de palco invejável. Era psicologicamente debilitado, emocionalmente confuso. Era uma mistura de sensações, de emoções...nem ele sabia ao certo o que era, o potencial que tinha. Ele sabia que tinha medo. Medo de ser esquecido, de ser guardado no amário da velhice. Era fã de Peter Pan, uma criança que não queria crescer. Queria ter parado o tempo. Queria ser congelado quando morresse. Ele tinha tanta vida pela frente, tantos sonhos e sabe-se lá tantas vontades que não pode realizar. Ia voltar aos palcos, se despedir dignamente dos milhares de fãs ao redor do mundo e não conseguiu. Saiu de cena sem a chance do adeus mitológico. Viu os holofotes se apagarem antes do fim do ato. Deixou tudo para trás. Pelo menos deixou os problemas, as dores e o fracasso que lhe perseguiam. Teve o canto silenciado da noite para o dia e também silenciou o mundo. Deixou seus fãs, deixou a música, deixou um legado. Agora é mais um nome na estrela da fama e mais uma estrela que vai brilhar em outros palcos. Descanse em paz Michael Jackson.

P.S.:Eu disse que não me renderia a onda poser de tripudiar sobre a morte do mito Michael Jackson, mas estou tão engasgada com a cultura mundana que não resisti. Quando o cara mais precisava de ajuda, não teve um puto de um canal de TV que foi estender a mão. Eram críticas e mais críticas sobre ele. Basta Sir Jackson morrer para voltar a ser endeusado pela mídia. Tem coisa mais ridícula? Ele era um astro e ,por mais que tivesse suas quedas, merecia ser tratado o tempo inteiro como um.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Tarde Demais

Queria saber se te amo ou te odeio. Quero te mandar para longe, mas te quero por perto. Quero te arrancar do meu peito, mas te quero de qualquer jeito. Quero fugir daqui, para um lugar onde não haja nenhuma maneira de encontrar você. Onde as pessoas não conheçam a história de nós dois. Quero escutar uma música que não me faça lembrar de você. Quero ver um filme de amor que não termine como o nosso terminou. Quero andar por onde você nunca passou, para que não exista nenhum vestígio seu. Onde meus olhos possam percorrer toda volta sem o risco de te ver. Vou ficar por lá, até que a sua imagem se apague da minha memória. Até que eu não sinta mais teu cheiro no meu corpo. Então quando meu coração já estiver refeito, eu devo voltar. Voltar a passar pelas mesmas esquinas que você, a frenquentar os mesmos bares, a dividir os mesmos amigos. E se um dia te encontrar, cruzar com você por artimanha do destino, não vou te reconhecer, mas você vai me olhar e não vai acreditar no que vê. Vai sentir seu coração disparar e não terá uma única palavrar a dizer. Eu vou sorrir educadamente e te comprimentar, sem muita demora. Vou virar as costas e seguir o meu caminho. Quanto a você, vai permanecer ali parado. Vai entender que me amava e que eu sempre fui a pessoa certa para você...

domingo, 22 de junho de 2008

Má opinião alheia

Roupas feias, cabelo estranho, ela é metida, coisas ridículas, gente barraqueira, coisas bregas...

Apresento-lhe a opinião alheia! A opinião, que muitas vezes, magooa, machuca, e não pensa duas vezes antes 'alfinetar' alguém.
Essas não pensam que aquele que está usando um cabelo verde, aquela que gosta de mini-saias, aquele que gosta de desenho animados e até mesmo aquele que é um viciado em moda, tem sentimentos. E que cada um deles vivem a vida deles.
Pode comentar. Já ridicularizar não.
Todos nós estamos sujeitos a opinião de cada um, isso não tem como negar. Isso acaba deixando aqueles que dão atenção mais preocupados ainda.
Mas para que dar ouvidos aqueles que só querem nos magoar ? Para que escutar a opinião de gente igual a nós que se acham superior ? Para que perder tempo escutando bobagens ?
O que realmente importa é devemos ser nós mesmo, mas não para agradá-los, e sim, para nos deixarmos felizes sem medo de ser quem você é :)

sábado, 26 de abril de 2008

Vingança ou Perdão


Há exatamente 26 dias o país acompanha a saga do caso Isabela Nardoni, a pequena garota que foi arremessada da janela do sexto andar do edifícil London em São Paulo.
Na noite de sábado, 29 de março de 2008, a menina chegou em casa com o pai e a madrasta e depois disso ninguém mais sabe o que aconteceu. O intervalo que se fez entre a entrada do Ford Ka no prédio e o exato momento do baque da menina com o gramado, guarda um ar de mistério, brutalidade e perversidade.Minutos depois da queda do corpo, o resgate foi chamado e Isabela, ainda com vida, faleceu a caminho do hospital no colo da mãe Ana Carolina Oliveira. Quem teria matado a menina? Haveria chances de uma terceira pessoa ter entrado no apartamento naquele intervalo de 12 minutos entre a chegada e o arremesso?A polícia técnica paulista, uma das mais bem equipadas e mais renomadas do Brasil e do Mundo, voltou a local uma centena de vezes e apontou uma série de indícios que não deixam dúvida: os assassinos da pequena foram Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá.Os acusados, porém, resistem firmemente as provas e acusações e continuam afirmando que uma terceira pessoa entrou no local, asfixiou, limpou o sangue, pisou na cama, cortou a rede e arremessou Isabela pela janela. Se fazem de santos e desentendidos, falseiam sorrisos, lágrimas, luto, dor. Agem como dois atores encenando para o país o desenho de uma família harmoniosa, sem crises, brigas ou ciúmes.
Os advogados afirmam que os clientes são pessoas idôneas, vilanizados pela mídia, perseguidos pela polícia e hostilizados pela população. Lutam na mesma tecla que as provas não foram anexadas aos autos do processo, que existem filmagens que comprovam a vunerabilidade do prédio.Ora concordo que a mídia tem o poder de vilanizar e vitimizar quem bem entende, poder de criar personagens que vendam tablóides ou que aumentem a audiência de emissoras de rádio e TV; que a corrida pelo furo de reportagem faz com que se atropele uma centena de preceitos éticos e que, por vezes, ela manipula o sentimento da população. Mas pensem comigo, existe mesmo alguém que tenha vilanizado o casal mais do que eles mesmo? Não só um, como vários peritos estariam errados? As provas realmente foram forjadas? Os laudos não tem valia?Se Nardoni e Jatobá são realmente culpados, nós não sabemos e talvez nunca saberemos porque eles jamais confessarão. Mas a polícia já deu a sentença: o casal é culpado! Não adianta tentar se defender, não adianta forjar um hálibi como se mais de 180 milhões de brasileiros fossem idiotas...qual vai ser a próxima tentativa de se livrar do crime? Acusar o morador do apartamento da frente de ter conseguido o feito em 12 minutos? Bem diz o ditado, "O diabo ensina a fazer, mas não ensina a esconder"